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Home > Tudo sobre Marfan > Causas da Síndrome - Patologia

Causas da Síndrome - Patologia
Família Marfan A Síndrome de Marfan é uma doença congênita hereditária do tecido conjuntivo afetando cerca de 1 em cada 10.000 pessoas e caracterizada por anormalidades dos olhos, ossos e sistema cardiovascular em graus e aspectos variáveis. As alterações nestes órgãos inclui dentre os vários problemas: miopia, descolamento da retina, hipermobilidade das articulações, estatura elevada, dedos longos (aracnodactilia), desvio da coluna, e lesões da artéria aorta.
Mãe e bebê Marfan O padrão de herança é autossômico dominante e a base genética na maioria dos casos consiste na mutação de um gene situado no cromossomo 15, a fibrilina, importante componente na formação das fibras elásticas. A produção anormal desta glicoproteína resulta em fibras elásticas anormais produzindo as alterações que caracterizam a síndrome. As doenças cardiovasculares estão presentes na maioria dos pacientes, sendo a lesão da aorta a principal manifestação. Esta pode se apresentar inicialmente por dilatação da raiz da aorta e do seu anel valvar (no local de origem da artéria aorta no coração), levando a insuficiência aórtica progressiva, comumente acompanhada de regurgitação da válvula mitral. Estas alterações favorecem a dilatação das cavidades cardíacas esquerdas, cujo tecido conjuntivo intersticial é igualmente afetado (estrutura interna que dá sustentação ao músculo cardíaco).

Marfan bebê Famílias que tenham portadores de Síndrome de Marfan devem procurar um aconselhamento genético de um Geneticista antes da programação da Gravidez. Portadores de Síndrome de Marfan tem 50% de chance de ter filhos também afetados pela síndrome Marfan bebê


Gene TGFBR2 (Síndrome de Marfan tipo 2)
Uma família foi descrita na França permitiu a localização de um segundo loco para a SMF na região cromossômica 3p24.2-p25, obtendo um escore lod de 4,89 (q = 0,05). Isto sugeriu a heterogeneidade genética e surgiu a denominação da Síndrome de Marfan tipo 2 (MFS2; MIM = 154705). Após anos de controvérsia, sobretudo pelo fato dos pacientes apresentarem um quadro clínico não clássico, sem o envolvimento ocular (Dietz et al., 1995), um segundo gene responsável pela SMF foi encontrado na região cromossômica 3p24, TGFBR2, codificador do fator do receptor 2 do fator de transcrição TGF-ß. A mutação 1524G-A no gene TGFBR2, causando a substituição sinônimo de aminoácidos Q508Q, resultou de uma emenda anormal e segregou na família francesa com Síndrome de Marfan descrita anteriormente. Em outros pacientes não relacionados, pesquisadores identificaram outras três mutações de sentido trocado no gene TGFBR2 que levou à perda de função da atividade sinalizadora do TGF-ß na formação da matriz extracelular.
Mais recentemente, em 10 famílias com uma doença caracterizada por distúrbios variados cardiovasculares, craniofaciais, neurocognitivos e esqueléticos, foram relatadas mutações em genes que codificam tanto a proteína TGFBR1 como TGFBR2. Os autores consideraram o gene TGFBR2 candidato porque a sinalização TGFß tem um papel importante no desenvolvimento craniofacial e vascular em modelos animais. Estes dados indicaram que alteração na sinalização do TGFß está envolvido em muitos fenótipos comuns humanos, incluindo craniostenose, palato fendido, aneurisma das artérias, cardiopatia congênita e retardo mental.
A esse quadro clínico os autores chamaram de Síndrome de Loeys-Dietz, que é bastante semelhante ao da Síndrome de Shprintzen-Goldberg. No entanto, nestes últimos pacientes não foram encontradas mutações nos genes TGFBR1 e 2, e tampouco no gene FBN-1.
Neste mesmo estudo a analise histológica em pacientes com mutações no gene TGFBR2 mostraram perda do conteúdo da elastina e dasarranjo das fibras elásticas na camada média da aorta, similar aos pacientes com síndrome de Marfan clássica. Nestes pacientes também se observa excesso de colágeno na parede da aorta quando comparado com controles. Este excesso de colágeno está presente em indivíduos com mutações no gene TGFBR2. Como múltiplos colágenos normalmente expressos na aorta são derivados de genes precocemente induzidos pelo TGFß, estes dados foram consistentes com aumento (ao invés de decréscimo) da sinalização TGFß.